terça-feira, 5 de abril de 2011

PRA SEMPRE



Um amor se foi real nunca termina.
Mesmo longe se faz presente,
Entra por dentro da alma,
Criando raízes nas entranhas,
Um amor se foi temperado de paixão invade o físico e a mente,
Se faz presente nos pequeninos acontecimentos,
Não tem borracha que apague.
Lembra-se dele é reviver dias realmente vividos,
Traz de volta o sentido da existência,
Na certeza de que o amor real foi eternizado.
é existiu não foi insignificante,
sendo intenso enquanto vivido,
nós levando ao encontro consigo mesmo.
Um amor assim conversará baixinho em seu ouvido, 
para restos da sua vida.
Te aconselhar...tem o poder sobre o seu sim ou não,
Não te deixa sem um amigo,
Foi mais ficou...e parte do seu inconsciente preenchido de palavras de carinho ditas,
Fantasma leve, flutuante em sua mente,
Acorda contigo, passa o dia ate admirar, te faz companhia ao deitar.
Um tesouro preso num baú sem senha... ninguém te roubará...nem tomará teu lugar.
Te iluminando...repondo sua energia...
Sem por isto te impedir de viver novas aventuras,
Pois te eleva a auto estima...te devolve a vontade de viver,
Margareth Cunha

O ALIVIO

O alivio que sinto
Tem toque de vento,
Tem cheiro de verde,
Tem gosto de manga,
Tem som das conchas do mar.
.A liberdade que respiro se mistura com a solidão indo ao encontro da individualização.
E hora de substituir a tristeza pela alegria,
Por hora recordo...Noites sós...Insônia, vontade de morrer.
Somente um banho de banheira...para aliviar a dor.
Este e o lado ruim... para onde foi a banheira?
Vou dormi; O relógio desperta...acordo...dormi com os anjos,
Olho para o lado,
Cadê você?
Você não está, olho pelo quarto.
Respiro fundo: Que alivio!
Sem criticas, sem gritos, sem reclamações, sem fingimento,
O vazio, o relaxamento,
Fazem eco em meus ouvidos,
O som do silencio se torna o som da paz interior,
Falemos baixo; Porque?
Abro a janela e grito:
-- Bom dia! Para quem passa.
Abro a porta para viver mais um dia feliz distante de ti.
Margareth Cunha.

Ser fêmea



Me sinto feminista
Quando estou rodeada por eles
E falo, opino, me expresso com a energia,
Que eles me contagiam
Me sinto feminina,
Quando estou no meio deles,
E percebo olhares de encantamento, desejos ocultos, momentâneos
Me enchendo da certeza,
Que mesmo no meio de tanta discussões,
não me tornei apenas mais um membro da turma.
Me sinto feminista
Quando pago as contas,
Passo o cartão, compro algo novo,
Tomo decisões difíceis, assino cheque,
Vou sozinha em algum lugar,
Ou chamo alguém para ir ao cinema.
Me sinto feminina
Quando boto aquele vestido decotado,
Aquela sandália nova,
Um belo colar, pulseiras e um belo par de brinco brilhante,
Passo batom vermelho ...
Danço só, canto alto, dou gargalhada, converso e brinco.
Me sinto feminista
Quando entro em reuniões,
Quando apresento projetos,
Participo de comissões,
Luto por idéias, assino documentos,
Tomo a frente e resolvo situações.
Me sinto feminina
De baixo do chuveiro, me ensaboando,
admirando minhas curvas ainda tão femininas
Cruzando minhas pernas de repente,
Olhando dentro dos olhos de quem me encante
encarando com profundidade se perceber repica.
Me sinto fêmea,
No fim do dia ao retornar para o lar
Entre 4 parede, do meu pequeno quarto,
Não completamente só...
mas na única companhia conste,a de si mesma.
Nem tudo é flores!
Margareth Cunha

sexta-feira, 1 de abril de 2011

HORA AGUÁ... HORA FOGO!



Sendo água
Vou seguindo no ritmo da calma.
Na maré mansa, entre margens seguras
Até deságuar no riacho do teu olhar,
Se você se aproxima a chama acende,

Ai, SONHO MEU...
Transformo-me em fogo
Sendo fogo vou seguindo num ritmo quente,
apressada , com energia sobrando,
Com intensidade,
sem paciência de esperar um sequer minuto
tomada pela ansiedade,
determinada, fico à flor da pele,
Transpirando sexualidade...

SONHO MEU...
Você...
arruma um jeito de me afogar na minha própria água,
Retornando-me ao estado de água...
e com água volto ao ritmo do conformismo. Cuidado!

SONHO MEU...
Pois o fogo queima e a água afoga,
Mesmo que tanta água com a chama sejam transparentes.

Margareth Cunha